segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Strip Crônicas 2009
O crédito é da Júlia Trento.
Desejo bom 2009 para todos os meus leitores. Abençoados sejam aqueles que lêem* o meu blog.
A história de como cheguei em Paris depois de um vôo cancelado fica para daqui a nunca mais,
porque agora que acabei de chegar estou cansado (adivinhe porquê) e depois a história vai
perder completamente a graça.
*possível errata: pode ser que o acento de lêem tenha caído...
sábado, 20 de dezembro de 2008
Liberté
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Strip Crônicas número "última do ano"
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Notas de prova
A estratégia para passar
E como ela não funciona na França
Minhas provas que fecham o semestre serão na segunda metade de janeiro, e tendo em vista minha dificuldade em mecânica e a nota da primeira prova, que já saiu, achei que seria o momento de traçar minha estratégia para passar (ou validar, como se diz aqui).
Para isso, recorri instintivamente ao algorítmo padrão: pegar a folha que me entregaram no primeiro dia de aula e que guardei únicamente para este momento, encontrar a fórmula que dá a média final, substituir as letras pelos valores conhecidos e isolar a última prova do lado esquerdo da equação.
Sabendo qual a nota que é preciso tirar, o nível do desespero regulará quase que automaticamente o dos estudos, mas mesmo estratégias mais elaboradas são possíveis. Por exemplo, dá para deixar um tópico de lado para garantir a nota em outro, caso a situação permita entregar a prova sem responder aquela questão sobre PPV que, sabe-se, cai todo ano.
Mas não.
Aqui a fórmula é a seguinte: NOTA = máx[ P2, (P1+P2)/2 ] + PC
Onde P1 e P2 são as provas, valendo 20 cada, e PC é uma nota até 7 dada pelo professor de petite classe, baseada no que ele achar melhor. Como a nota de PC é aleatória, poderia ser difícil estimar o objetivo para a P2, mas na verdade não é difícil. É impossível.
Isso porque a fórmula é absolutamente inútil. Em baixo dela está escrito "A nota numérica assim obtida será então convertida em uma apreciação literal". Ou seja, vai virar algo entre A e E, onde é preciso ter A, B ou C para passar.
A correspondência nota literal<->nota numérica é estabelecida ano a ano, de acordo com o sentimento dos professores diante dos histogramas de notas dos alunos. Por alguma razão matematicamente inaceitável esse procedimento é chamado aqui de gaussianização.
Como resultado, aqui não há estratégia para passar. Não adianta. Você tem que estudar, aprender e ter fé no sistema, que segundo a lenda passará aqueles que tiverem aprendido.
Sendo brasileiro isso me pareceu um enorme absurdo e tenho impressão que se decidissem fazer assim no Brasil haveria uma revolta estudantil de proporções que não vemos há 20 anos.
Por outro lado, não seria ainda mais absurda a estratégia de pular um capítulo e ir pra prova sabendo que se vai deliberadamente deixar a questão correspondente em branco? Acredito que muitas vezes dizer "a média é 5" acaba levando o cara a estudar só a 50%. Ou 60% vai, pra garantir.
Mas enquanto não volto para o Brasil o jeito é anotar as fórmulas do curso em vez de fazer recurso às fórmulas da nota...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
room service (2)
Está virando moda...
Hoje acordo meio resfriado, e o que encontro na minha
caixa de entrada? Um email da enfermaria, entitulado
"Automedicação" com um documento do word em anexo,
RESFRIADO.doc, contendo indicações de remédios para
tratamento sintomático, sprays para o nariz e vitamina C.
Não é fantástico?
A explicação de hoje é que o email foi mandado para todos
os alunos para evitar as longas filas inúteis no serviço de
enfermaria, já que deu uma esfriada. Mas mesmo assim
esta noite vou pensar bem forte no quanto eu estou precisando
da solução da tarefa de física que tenho pra sexta... quem sabe
alguém não passa por baixo da minha porta? Não custa tentar!
PS: KroKESdile vence o segundo turno, com 234 vs 211 votos!
BRASIL-SIL-SIL!!! (O kessier internacional desta chapa é o
André "Capirinha" Mattoso, que toma o lugar da chinesa do
ano passado. É nóóóóis!!!!)
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
room service
Foi agora pouco. Estudando tranquilamente um cara bate na minha porta.
"Com licença, o senhor fez um pedido para trocar uma lâmpada aqui no seu quarto?"
"Não..."
"Me mandaram aqui, quarto 10 30 69, tem certeza que o senhor não pediu nada?"
"Eu não pedi nada."
"O senhor não tem uma lâmpada precisando ser trocada?"
"Na verdade tenho, mas eu não pedi nada."
"Eu posso trocá-la agora?"
"Claro, obrigado!"
...
"Voilà. Desculpe o incômodo."
"Não foi nada... até mais!"
"Até!"
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
La Kès
Uma coisa que eu achei bem diferente aqui na X com relação à Poil é a Kès. A Kès é como se fosse o grêmio, a entidade que representa os alunos. O nome é mais uma dessas palavras do jargão da X, que se for falada lá fora ninguém vai conhecer, ou seja, não é bom francês (existe até mesmo um "Dicionário do Jargão da X", à venda na fnac.com por €14,25, mas isso é outra história).
Em todo caso, o nome derivou de caisse, a caixinha dos alunos, pois inicialmente (data de1804) existia para ajudar os alunos em dificuldade com dinheiro recolhido de todos os alunos, através da "cotização". Até hoje todos os alunos pagam 40 euros mensais para a Kès, e uma parte desse dinheiro ajuda a pagar (inclusive) as bolsas dos alunos estrangeiros. Pagar 40 euros para o "grêmio" todo mês pode parecer um absurdo, mas lembre-se que aqui todos ganham para estudar, seja pela bolsa (estrangeiros) ou pelo soldo (pois é uma escola militar). Além disso se você não pode pagar não há problema, basta conversar com os kèssiers (alunos da gestão da kès). Aparentemente é possível fazer um empréstimo de até 500 euros por um ano, sem juros, sem dar qualquer explicação formal.
Mas é claro que esse dinheiro sobra. Sobraria. Ele é usado para financiar os binets (de que falei um pouco no final de um post de abril) e realizar diversas atividades dos alunos.
Mas o que realmente é diferente é a campanha para as eleições. A foto mostra o grand hall, que é normalmente vazio, com os stands das 3 listas candidatas deste ano: Keszino, L'Auberge Kespagnole e KroKesdile (desde 1977 as listas kès são um jogo com a palavra kès). Na luta por votos os aspirantes a kèssier buscam patrocínios de empresas para bancar uma campanha excepcional durante uma semana: nintendo wii, comida de graça, camas elásticas, café da manhã levado no quarto, hidromassagem, bungee jump, intervenções engraçadas durante as aulas, soirées open bar...
Pena que a campanha acabou na sexta passada. A votação foi hoje, e o resultado foi apertadíssimo! O segundo turno será na quarta-feira, depois do debate de amanhã entre as duas listas que tiveram mais votos. Com a respectiva quantidade de votos, the winners are...
La Krokesdile et l'Auberge Kespagnole
Krokesdile : 148
Auberge Kespagnole : 184
Keszino : 139
sábado, 6 de dezembro de 2008
Foi Show!



Fotos do nosso primeiro show! Na passação do binet ADO (passação? binet? ADO? whatever!), na terça-feira dia 25 de novembro.
Acho que foi minha primeira apresentação para um público de mais de 10 pessoas (e menos de 100...), foi divertido. E a banda continua sem nome. Triste não?
Na bateria, Aron/ no baixo, Jong/ nas guitarras, Bruno e eu/ e no mic a minha voz angelical!
O repertório foi modesto...
Black Sabbath - Iron man;
Deep Purple - Smoke on the water;
Guns 'n Roses - Knockin' on heaven's door.
uhuul rock'n roll babe!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
Friiiio...
Foto: vista da minha janela, em dia frio de novembro.
Ok, nada de outro mundo, tipo entre zero e cinco graus.
Mas é frio, falaí!
Então quando eu vi que nevou (sim, esse branco aí
no chão é neve) eu me lembrei que eu já vi neve
esse ano. Tudo bem que foi em abril, o que não é
muito comum, mas não pude deixar de notar que
faz tempo que estou aqui: vi a neve, vi o verão e
estou vendo neve denovo. Sorte que a Jes estava
aqui no fim de semana, para esquentar =)
Para os que compararam a vista da minha janela
de abril com a atual e não entenderam, lembrem-se
que eu mudei de prédio de lá pra cá. E para os que
sabiam disso mas mesmo assim não reconhecem a
bela paisagem que era de costume: sim,
desfiguraram a vista da minha janela, mudança que
veio acompanhada de barulho de construção à partir
das 7 da manhã em substituição ao canto dos pássaros.
Afinal, quem precisa do canto dos pássaros?
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Blog do Balu
Pois'e (estou sem acentos), caros leitores, eu tenho escrito pouco aqui. Est'a dif'icil encontrar tempo, o que eu acho uma l'astima e um erro no sistema de educa'c~ao, pois acredito que cada um deveria ter tempo para se diferenciar do outro durante seus estudos, buscando conhecimentos em coisas diferentes.
Aqui, em vez disso, temos tantas atividades que simplesmente todo mundo 'e praticamente obrigado a usar todo o seu tempo para ver o que todo o mundo est'a vendo, e azar o meu se eu queria ter tempo para ler um romance em holand^es que est'a ali no canto esquerdo desde quase o come'co do semestre.
Mas eu n~ao vim falar disso, ali'as nem tenho tempo para isso agora (tenho um curso em 5 minutos). Vim convid'a-los a ler o blog do Balu. Isso porque ele 'e bastante interessante e, 'e claro, ele o atualiza atualmente com mais frequ^encia do que eu... Mas tamb'em porque hoje eu estou l'a, como convidado, e escrevi este post.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
QDJ
Não há como fugir: É uma escola de nerds. Muitos gostam de se enganar e dizer que não são nerds, que fazem coisas legais, esporte, música, que na verdade não gostam de estudar e não entendem o que os trouxe a uma escola com tanta matemática (bléh, matemática!) ... mas nada pode mudar os fatos, e aqui a nerdice é um fato.
É por isso que no site da escola (na verdade, o site dos alunos da escola, chamado Frankiz), no canto direito se encontra uma coisa que eu vou chamar de um jogo, por falta de palavra melhor. Nem procure, só é acessível após se identificar como aluno.
Trata-se da Pergunta Do Dia (QDJ em francês). A cada dia tem uma perguntinha cretina e duas possibilidades de resposta. É quase sempre de um jogo de palavras, de qualidade variável. Aí você clica em uma das respostas (a vermelha ou a amarela) e vê como está o resultado.
Ok, e onde está o "jogo"?
Acontece que é possível ganhar pontos ao votar, dependendo da posição em que você vota. Hoje por exemplo votei em duzentésimo sexto, e não ganhei nenhum ponto. As regras são:
- Votar em primeiro vale 5, segundo 2 e em terceiro 1 ponto (a qdj sai exatamente à meia-noite);
- votar em 42 vale 4,2 pontos; em 69 vale 6,9 pontos e em 314 vale 3,14 pontos; (podia ser mais nerd!?)
- votar na posição igual aos últimos 3 dígitos do seu IP vale 3 pontos; (por exemplo, o meu é 173)
- votar em décimo terceiro vale menos 13 pontos;
- uma regra bônus misteriosa vale 7 pontos;
- propor uma boa qdj, que seja aprovada, vale 7,1 pontos no dia em que ela passa;
Finalizo dizendo que minha posição atual é um quadrado perfeito e que estou no top 10, mas não no top 5.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Foto da internetosfera

A imagem é um grafo que representa a internet (projeto Opte).
Há pouco mais de um mês eu passei um fim de semana na Bélgica, para visitar minha namorada, e o Gabriel foi junto para reencontrar um amigo belga e uma amiga polonesa que ele conheceu na Eslovênia. O belga se chama Max.
Hoje o Rémi, um francês que faz atletismo, chegou pra mim e disse "Você foi pra Gent não é?"
"É..."
"Eu conheço o Max!"
Às vezes o mundo parece pequeno. O Samuel comentou outro dia que se imaginarmos um grafo G com todas as pessoas do mundo (nos nós do grafo) em que duas pessoas que se conhecem estão ligadas (por uma aresta do grafo), então "para todos X e Y pertencentes aos nós de G, o supremo do ínfimo do número de arestas que liga X e Y é 15". Traduzindo, para uma pessoa qualquer em qualquer parte do mundo, na pior das hipóteses você tem um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido de um conhecido dessa pessoa.
Não é incrível?
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
As Maravilhosas Equações de Maxwell

Por falar nelas, aí estão. São resultado do trabalho de toda uma galera principalmente do século 19: Ampère, Faraday, Lorentz, e é claro James Clerk Maxwell (em seu paper de 1861). Na forma em que as conhecemos hoje elas datam de 1884 (Olivier Heaviside e Willard Gibbs).
Elas descrevem os fenômenos de eletromagnetismo, e só pra citar algumas coisas isso vai explicar como funcionam a propagação da luz, a corrente elétrica, os motores elétricos, as antenas de rádio e o computador que você está usando. É mole?
Ao lado, as mesmas equações escritas na forma diferencial.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Cataratas do Ouzoud
domingo, 9 de novembro de 2008
Jogo de cintura
Descobri que o holandês (a língua) não tem uma palavra para "cintura".
Você tem, é claro, todos os termos anatômicos necessários, anca, bacia, pélvis, e também
a palavra para a medida da cintura, para quando você tiver que falar com um alfaiate.
Mas você terá dificuldades para explicar para um holandês ou belga que é preciso
"mexer a cintura" para dançar, ou para explicar que diante das merdas da vida o
brasileiro conta com seu "jogo de cintura" para se ver livre das dificuldades.
Por isso que eu digo que uma cultura está intimamente ligada ao idioma, e que para se
aproximar de uma cultura o aprendizado da língua é fundamental. E vice-versa, aliás:
aprender uma língua passa por entender melhor a cultura das pessoas que a falam.
E talvez seja por isso que o "jogo de cintura", o "saber sambar" seja algo tão brasileiro.
Os outros não saberíam nem dar nome a essa habilidade...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Strip Crônicas #37
Tenho uma teoria de que a única fase da vida em que gostamos de ir no mercado é na infância. Esta aberração só acontece porque por um lado queremos ficar com a mãe e por outro lado ainda não estamos suficientemente maduros para compreender a cruel chatice compulsória e periódica que esta atividade representa.
domingo, 2 de novembro de 2008
Balanço Marrocos
Marrakech:
- Ruelas de vendedores nos "souks" da cidade velha, num ambiente que lembra Ciudad del Este;
- McDonalds e Pizza Hut no centro novo, dito Europeu;
- Hotel 4 estrelas com quarto fedido, piscina gelada e garçons pouco amigáveis.
- Um guia que quando fala francês parece que está falando árabe;
- Uma cidade feia;
- Uma praia absolutamente qualquer.
- Um fio d'água marrom gotejando de uma altura de 100 metros. Sorte que tinha chovido um dia antes.
- Baralho e tênis com os x-atletas;
- Intoxicação alimentar e um dia de molho; e last, but not least,
- Uma enorme pilha de matéria a aprender para as provas da semana que vem.