
Aprendi na aula de italiano que existe um movimento que surgiu na Itália, em 1986, chamado Slow Food. A Itália é, de acordo com minha professora (italiana, claro), o país em que as cadeias de fast food (ou para ser mais preciso, o McDonald's) tiveram mais dificuldades para se estabelecer.
Entre parênteses, quando ouvi isso me lembrei imediatamente do McDonald's na Galleria Vittorio Emanuele em Milão: a Galleria tem uma forma de cruz, e no cruzamento ficam as 4 "esquinas" que são visivelmente os lugares mais nobres para as lojas. É numa dessas 4 esquinas que fica o McDonald's, em meio a Prada, Gucci, Louis Vuitton etc...
Passando por essa galeria durante minha recente viagem, meus colegas franceses ficaram chocados com a presença da cadeia americana ali naquele lugar tão especial, de arquitetura Belle Époque, e se não seria o caso de o município intervir para proibir esse absurdo de alguma forma. Eu, que há uns 10 anos comi nesse mesmo McDonald's quando visitava Milão com meu pai, fiquei bem quieto...
Mas voltando ao paradigma Slow Food, hoje a associação se expandiu pelo mundo e conta com mais de 1000 "escritórios" em 130 países, sendo 410 só na Itália. No Piemonte há até uma universidade, a Università di Scienze Gastronomiche, onde você pode por exemplo fazer um mestrado e se tornar um verdadeiro Master of Food! (Divertido não?)
Brincadeiras a parte, a coisa me parece séria e é possível que a destruição do patrimônio genético que decorre das atuais práticas de produção agroalimentar mais competitivas do mundo possa colocar em risco nosso próprio futuro. Eu não sou um especialista do assunto, mas os argumentos que ouvi até hoje me fazem crer que, no mínimo, precisamos de mais especialistas e mais explicações.
Para terminar, ouvi dizer que apesar de toda essa fobia européia ao fast food o McDonald's está se virando bem diante da crise econômica: subiu 11 pontos na bolsa. A interpretação é que com menos dinheiro as pessoas estão apelando mais para o Big (Cheap) Mac - notem que aqui, ao contrário do Brasil, o Number One custa quase metade do preço de uma refeição padrão em um restaurante qualquer.
E que aqui (ainda) não existe restaurante por quilo.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Slow Food
domingo, 28 de setembro de 2008
Wikipedia
Agente nunca sabe demais... dá uma olhada no que eu encontrei agora pouco: (as variações no tamanho da letra são minhas)
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Microbarom
From Wikipedia, the free encyclopedia
In acoustics, microbaroms, also known as the "voice of the sea",[1][2] are a class of atmospheric infrasonic waves generated in marine storms[3][4] by a non-linear interaction of ocean surface waves with the atmosphere.[5][6] They typically have narrow-band, nearly sinusoidal, waveforms with amplitudes up to a few microbars,[7][8] and wave periods near 5 seconds (0.2 hertz).[9][10] Due to low atmospheric absorption at these low frequencies, microbaroms can propagate thousands of kilometers in the atmosphere, and can be readily detected by widely separated instruments on the Earth's surface.[5][11]Microbaroms are a significant noise source that can potentially interfere with the detection of infrasound from clandestine nuclear explosions that is a goal of the International Monitoring System organized under the Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty.[12] It is a particular problem for detecting low-yield tests in the one-kiloton range because the frequency spectra overlap.[11]
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Três letras: "Uau."
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Ócio, bandex e SC#4
O ócio às vezes é maravilhoso, pelo menos se for na quantidade certa. Pode ser que a partir da semana que vem eu me desfaça do meu ócio, com consequências para este Blog (se não houver alternativa ao paint, não esperem muitas tirinhas), de forma que esse foi o aval moral que encontrei para fazer dois posts no mesmo dia. Tenho mais dois assuntos desinteressantes hoje:
1° assunto desinteressante: Engenheiros fazem planilhas, quer gostem quer não gostem. E fazem estatísticas também. Outro dia me surgiu a brilhante visão de que a partir da minha planilha de gastos do ano de 2007 seria possível, através da contagem do número de almoços que custaram R$1,90, estimar a probabilidade de eu decidir comer no bandeijão dado um dia qualquer. Descontando as greves, descobri que essa proporção foi de 67,9%, ou seja, em duas semanas de aulas são 7 bandex e apenas 3 refeições em outros estabelecimentos. De maio a dezembro, gastei R$150,10 em tíquets para pagar 79 deliciosas refeições. A pesquisa também revelou que a segunda-feira é o dia preferido para bandeijar, enquanto a quinta-feira foi a campeã dos almoços mais custosos.
2° assunto desinteressante: Me veio de repente, enquanto corria hoje, que não é só meia noite e vinte e cinco: Quatro da tarde é um outro desses horários. 20² --> 4:00 pm e 16:00hs <-- 40². Incrível não?
Strip Crônicas #4 - Doze-Vinte-e-Cinco