Esses dias fui no correio buscar uma carta que veio do brasil para um amigo meu e fiquei tão emocionado com a beleza dos selos que decidi tirar uma foto para compartilhar com vocês aqui no blog. Clique na foto para ver maior!
O selo do sapateiro data de 2005, e traz uma magnífica visão artística de uma das profissões mais proeminentes da sociedade brasileira. O que seria do país sem o sapateiro? Está claro que os profissionais merecem esta homenagem na forma de 20 centavos.
Já para o selo de 1 real o artista decidiu reunir nos mesmos 2×2,5 centímetros dois elementos que já nasceram indissociáveis: o telegrama e o eletrocardiograma. Fico até sem palavras, afinal, quem nunca se emocionou ao receber um telegrama? Comunicação e emoção! Um elemento de atualidade retratado neste selo de 2009.
Os selos do Brasil dão de 10 a zero nos que eu vejo por aqui viu...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Selos brasileiros
terça-feira, 5 de maio de 2009
Ah, o PSC...
História de mais uma falha no "método" de ensino da X
Ontem foi o dia de entrega do relatório do PSC, o Projeto (S)científico Coletivo (o que explica a semana de dedicação zero ao blog). É um projeto que começou lá por agosto ou setembro. A coisa é organizada de forma a "deixar os alunos livres para escolher o que eles vão fazer e como", o que na minha opinião significa que a coisa não é organizada at all. A idéia por trás é confrontar os alunos com o "trabalho em grupo", que é uma idéia válida, principalmente aqui na X. Vou explicar o porque do principalmente aqui na X antes de voltar ao ponto de que apesar da boa intenção esse projeto não passa de mais uma tentativa frustrada de ensinar alguma coisa nessa escola.
Os franceses que entram em uma Grand École (como a X) vieram de dois (ou três) anos que se chamam Classes Preparatórias, ou prépa, onde eles fazem basicamente SÓ matemática e física. Pra quem conhece a Poli-USP, seria o equivalente do biênio, só que com a diferença de que no prépa eles estão estudando para o que seria o "vestibular" (um vestibular em que só cai matemática e física), então eles sabem aquela matéria de cor e fazem as contas em velocidade recorde, isso tudo com o formalismo francês. Ou seja, em matemática e física eles são muito bons (ainda que às vezes falte um pouco de intuição física, dado o método formalista e a decoreba visando concurso, mas não vamos tirar o mérito de que em geral eles realmente são bons). O sentimento normalmente é de que o prépa é um inferno (de tanto que tem que estudar), mas vale a pena se você entrar numa X da vida (por causa do prestígio).
No caso da X, depois do prépa tem um ano de estágio militar (os estrangeiros pulam essa parte) em que o cara faz um trabalho meio de secretário só que no exército, deve ser horrível, mas enfim, o cara se conforma e tem uns que até gostam; em seguida ele vem parar aqui na escola. Nessa altura normalmente o cara nunca trabalhou em grupo, ou se trabalhou foi quando tinha lá seus 14 anos, o que pode até ser uma experiência válida mas não é a mesma coisa.
Trabalhar em grupo é difícil, estimo que metade dos meus leitores deve saber disso. É aquela história do lendário homem-hora... É normal que a escola queira ensinar essa importante lição aos seus alunos, então o que ela faz? Basicamente o diálogo se passa assim:
Escola - "Juntem 5 a 7 pessoas e façam um projeto em grupo. Vocês têm 7 meses."
Alunos - "Mas que projeto?"
Escola - "Qualquer um. Escolham o que quiserem."
Alunos - "E vai ter, tipo, um professor pra ajudar?"
Escola - "Sim. Vocês são obrigados a ter um tutor. Mas vocês que têm que encontrar um professor que queira. Vocês têm um mês para escolher o assunto, encontrar um tutor e entregar uma ficha aqui pra mim com essas informações."
Eu fico espantado ao constatar que a escola simplesmente não vê que não tem como isso dar certo. Será que não é óbvio? Sete pessoas pra quem mal sabe trabalhar em dupla? Escolher um objeto de pesquisa pra quem sempre teve tudo mastigado, que nunca teve que procurar um livro, provavelmente nem mesmo um artigozinho? E esperar que um professor qualquer encontrado às pressas vai ter tempo e vontade de ensinar um bando de undergrads como se faz um trabalho científico e como se organizar para trabalhar em grupo?
Deu no que deu. O meu "grupo" foi um desastre, chegando ao ponto de, a três dias da entrega do relatório final (que evidentemente ainda tinha 80% a ser redigido), um cara manda um email puto com a galera que não fez nada, dizendo que tinham alterado a ordem dos capítulos que ele tinha escrito, quebrando o encadeamento lógico, o que era um absurdo, que o que o outro cara tinha feito não tinha nada a ver com o projeto, e que se quisessem ir cada um por si dali em diante por ele tudo bem, afinal tudo o que os outros fizeram não prestava e só o que ele fizera prestava. Não para poraí: Um terceiro cara, que realisou a façanha de não fazer nada durante o trabalho inteiro, manda um email em resposta para o autor do primeiro, xingando-o animalmente, completamente sem noção, acusando-o de ter passado o trabalho inteiro querendo dar ordens, de ser infantil, de ter feito um trabalho de merda e mais um pouco de xingamentos gratuitos; e-mail este que foi encaminhado ao grupo inteiro pela vítima dos xingamentos, "para garantir la bonne ambiance".
Nesse ponto eu respirei fundo e fiz toda a reflexão exposta acima. Fiquei puto com a escola. Me dei conta de que, do jeito que estava indo, o meu grupo era inexperiente demais para ser capaz de terminar o relatório. Então eu fiz o que eu deveria ter feito desde o começo: tomei as rédeas.
Não quero me gabar, eu não acho que eu seja um grande líder, ainda menos em francês. Mas nesse caso tratava-se de um grupo que não tem nem mesmo a menor noção do que é ser um grupo. Tratava-se de alunos individualistas recém chegados do prépa, que ao longo do trabalho simplesmente faziam umas coisas sozinhos que mandavam pra todo mundo ler, mas nem ao menos liam o que os outros tinham feito e mandado (tanto é que o relatório final foi entregue antes que metade do grupo tivesse lido pelo menos metade do texto).
Então, já que em uma demonstração exemplar de responsabilidade a pessoa que sabia LaTeX (para a formatação final) foi viajar no fim de semana que tinha que terminar tudo, eu peguei o fim de semana extendido (sexta foi feriado, 1° de maio) para aprender LaTeX, mandei emails para acalmar os ânimos (e para instruir a galera a ignorar o email xingativo sem-noção do babaca que não fez nada), e para delegar quem ia escrever o quê, já que mesmo que eu quisesse eu não seria capaz de escrever tudo sozinho, e de qualquer forma eu não queria mesmo. Enquanto isso eu fui fazendo a formatação e tentando colar as peças sem parecer muito um quebra-cabeças, já que cada parte foi escrita necessariamente sem saber do que tratavam as outras.
Ou seja, trabalhei igual um camelo e o que os coitados dos franceses aprenderam? Na melhor das hipóteses, que trabalhar em grupo é difícil, mas nada de soluções, nenhum método. Provavelmente vão continuar evitando o trabalho em grupo no futuro. Também não aprenderam a ler, pois salvo uma ou duas excessões (de tanto eu insistir), o reflexo deles ao ver um problema é tentar resolver sozinho, pegar um papel em branco, fazer umas hipóteses e sair calculando. Compramos um livro sobre o assunto e eu fui o único que leu, mesmo se depois de ter lido eu insisti para que alguém mais lesse, pois o livro é bom. Ah, e o tutor? Vi o cara uma vez. Acho que só de sadismo ele nos mandou ontem, dia de entrega do relatório, um "artigo sobre a energia das ondas", que ele certamente nem leu, pois era um estudo de um tipo de turbina eólica usado em um tipo particular de captador de energia das ondas que simplesmente não tinha nada a ver com o nosso projeto.
Bom, como eu disse, meu grupo foi um desastre, mas pelo que andei conversando com o pessoal de outros grupos agora que terminou, foi mais ou menos assim com todo mundo. Échec da direção de estudos (ou de quem quer que seja que inventou essa história de PSC).
O pior é que ainda não acabou: daqui um mês e meio teremos que apresentar tudo a uma banca de professores, com direito a terno e power-point. Quero só ver.
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
O maldito pé
Fazia três meses que eu não corria. Hoje eu dei três voltas na pista, pela grama. Me senti como se eu não tivesse corrido por uns três meses (...ha-ha).
Acho que posso dizer que tenho tido um pouco de azar nos últimos tempos. Tudo bem, lesões são normais, e ainda mais no atletismo... mas peraí, caralho!
Um ou dois meses depois de chegar na França eu torci o pé, já deve fazer um ano, e a culpa era do tênis, que tem um design idiota e facilita o cara torcer. Só que eu precisei torcer o outro pé, direito, e depois o esquerdo denovo uma segunda vez pra desconfiar de alguma coisa e aposentar o tênis, lá por maio.
Mas ok, torcer o pé não deve ser tão grave... bom, acontece que demorou um bom tempo pra sarar, ainda mais que eu não quis ir no médico e esperei sarar sozinho. Burro, é, eu sei. Continuei correndo porque, quem corre sabe, é um vício e é difícil parar. E eu conseguia correr sem ter dor, prestando bastante atenção pra não tropeçar e machucar onde tinha torcido.
Então em dezembro num belo dia de praia depois de correr uns 40 minutos, almoçar e dormir um pouco, quando coloco o pé (esquerdo) no chão... dor. Seguiram-se umas duas semanas de bastante dor só pra andar, 6 seções de fisioterapia, uma espécie de palmilha especial para o calcanhar e 3 meses sem correr, aliás, andando o mínimo possível. O veredicto: Fasciíte plantar.
Hoje o treinador falou pra eu correr, pra testar. Eu confesso que não estou 100% certo de que estou curado, mas não cheguei a ter dor. Isso até me deixou animado, ainda mais que o tempo está melhorando e já não faz mais tanto frio... Voltei da pista sonhando em voltar logo a correr. Mas vou esperar até amanhã cedo, na hora de colocar o pé no chão e me levantar, antes de comemorar meu retorno.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
"Physique-Info"
Mais um semestre que começa sob a falsa impressão de que desta vez a matéria não vai fugir do controle. Tudo parece estranhamente fácil, é só ir seguindo as aulas, aprendendo a cada semana o que foi dado e fazer os exercícios para fixar. O que poderia dar errado? A prova não passará de uma formalidade, como costumava ser naqueles tempos imemoráveis em que um exame de matemática não durava nem 15 minutos nas minhas mãos.
Eu não sei direito o que acontece que faz com que não seja bem assim (pois, evidentemente, não é bem assim). Parece que em algum momento do semestre essa lógica implacável é quebrada pelas poderosas forças da procrastinação. Se eu conseguir captar esse momento, essa encruzilhada dos semestres acadêmicos, eu divido com vocês. Se não... ah, se não eu mando uma tirinha mesmo, que vocês vão até gostar mais.
Mas em um assunto não relacionado, conheçam o site www.quizlet.com. Ele permite criar seu próprio "quiz", partindo de uma listas de palavras que você queira decorar por exemplo. Ótimo para idiomas extrangeiros. Estou ambiciosamente planejando criar, aos poucos, um grande número de listas italiano<-francês e holandês<-inglês. O que já fiz está disponível no meu perfil.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Projeto (S)científico Coletivo
Um pensamento sobre a utilidade do PSC... na verdade ele serve para saber quem não contratar na eventualidade de você se encontrar na posição de ser o cara que escolhe quem vai integrar a equipe de um projeto.
Por esse lado tive sorte com meu grupo; já seriam 6 candidatos a menos.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Strip Crônicas #37
Tenho uma teoria de que a única fase da vida em que gostamos de ir no mercado é na infância. Esta aberração só acontece porque por um lado queremos ficar com a mãe e por outro lado ainda não estamos suficientemente maduros para compreender a cruel chatice compulsória e periódica que esta atividade representa.
sábado, 13 de setembro de 2008
Mercado
Fui comprar camisinha aqui; elas vêm em uma caixa e acompanham uma bula.
Mas isso não é o pior. O pior é que só tem caixa com doze. DOZE!!!
Eu vou ficar aqui só 2 anos, onde é que eu vou enfiar DOZE camisinhas!??
12 camisinhas / 2 anos... um projeto ambicioso.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
De como eu escrevo pouco nas férias
Não tenho escrito muito... é que as férias dão preguiça. É a velha lógica de "quanto mais coisas
você tem pra fazer, mais coisas você faz". Simples, parece óbvio até. Assim, calculo que com
a volta das aulas (ou, devo dizer, o começo das aulas, pois é o começo do ano letivo no
hemisfério de cá) e toda a loucura voltando ao "normal" a minha cabeça deve voltar a
trabalhar e, mesmo que seja inspirado pelas nada atraentes lições de matemática, alguma
coisa vai estar me inspirando pra perder meu tempo aqui, a partir da segunda-feira que se
aproxima.
Mas eu tinha um segundo argumento pra tudo isso. O que eu escrevo é muito influenciado
pelo que eu estou lendo no momento. O estilo, o conteúdo, o nível de futilidade... a
quantidade.
Então estou com esse livro, que ganhou o prêmio do romance da Academia Francesa, "Anielka"
de François Taillandier. Tem só 300 páginas. Pois bem, hoje eu estava lendo, li umas 40
ou 50, e quando cheguei na página 162, uma página como qualquer outra, no meio do capítulo
14, eu joguei a toalha. Pulei para o último capítulo e o li. Li o penúltimo, só pra ter certeza.
Era o que eu temia.
A parte não lida foi aproximada por uma reta ligando as primeiras 162 páginas às 15 últimas,
com erro desprezível. E dou o livro por terminado.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Tema musical da semana de provas
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Puta qu'eo pariu, hoje é sexta-feira treze!?
Um belo dia pra começar a aprender probabilidade...
Ps.: Se você veio se divertir, vá assistir Monty Pyton (Four Yorkshiremen).
Hmm...
Caralho, faz oito dias que eu não posto nada?
Devo estar espantando os leitores... Bom, voltem daqui a dois anos, que se eu estiver
de volta no Brasil talvez tenha tempo de fazer uma tirinha por semana, vai :D
Esses dias a Marlei do CRInt da poli esteve aqui, o que significou um almoço chique
grátis para os politécnicos da X. Ela comentou de fazer uma cartilha pros interessados
em vir pra cá, com aquelas informações completamente inúteis que todo candidato ou
bixo que acabou de passar no concurso quer saber de todo jeito.
Talvez ainda façamos a tal cartilha.
Enquanto isso, já que eu sei que os bixos costumam ler blogs de caras que vieram (foi
o que eu fiz), aqui vai uma informação preliminar aos corajosos:
Você vai ter que estudar pra caralho!
É tudo o que eu tinha a dizer por hoje.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Representação de grupos finitos
Até que é legal, pena que o ritmo aqui é "um pouco" acelerado demais.
Tive duas aulas em "amphi" sobre o assunto e mais duas aulas e meia
de exercícios em "PC" (petit classe). O terceiro amphi, que foi hoje, já foi sobre
outro assunto, a saber, teoria da medida/ integração de Lebesgue.
Poisé...
O jeito é não pirar muito, então vou treinar piano agora.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
FDS FD*
Só pra constar,
passei sábado e domingo estudando teoria de representação
de grupos finitos.
Tenho 5 exercícios pra entregar terça-feira,
dos quais o fim-de-semana-dedicação-exclusiva
me permitiu fazer 3.
terça-feira, 13 de maio de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Era só o que me faltava...
Résultats 1 - 10 sur un total d'environ 49 pour "saulo trento" (0,05 secondes)
Essayez avec cette orthographe : "solo trento"
quarta-feira, 23 de abril de 2008
'night...
Não tenho nada especial pra escrever.
Ok, ok, a verdade é que eu tenho muita coisa especial pra escrever.
Só que são onze da noite e eu estou ficando gripado. Preciso dormir
cedo.
